Projeto “ Mães que Amam Educam” é ofertado pela Secretaria de Assistência Social
“Mães que amam educam” é um projeto do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF – idealizado pela equipe técnica do CRAS : assistente social Vanessa, psicóloga Andréia juntamente com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV: Angela e Patrícia.
São realizados encontros mensais com as mães acompanhadas pelo PAIF – Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família. As usuárias participam de uma roda de conversa onde falam um pouco da sua história e abordam questões que leve a uma compreensão de como foi sua trajetória de vida até então, seu desenvolvimento psicossocial, relacionamento familiar e seus relacionamentos sociais, seus sonhos, projetos de vida profissional, no mercado de trabalho, compartilhando suas experiências e anseios através de dinâmicas que envolvam mães e filhos.
É trabalhado atendimentos em grupos, dividindo as fragilidades emocionais e sociais, com o objetivo de estimular o empoderamento feminino social, auxiliando dentro do possível que possam desenvolver estratégias em lidar com sua realidade social, resolução de problemas e os métodos mais saudáveis de convívio com os filhos. “Expressões atribuídas às mães solo como “mães guerreiras” e “pães” – esta última que representa a cumulação de função de “pai” e mãe” – são utilizadas popularmente para esconder o pai ausente e enaltecer a sobrecarga feminina no que diz respeito ao trabalho de cuidado.
A falta de efetividade das normas garantidoras de igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, tendo em vista que muito embora existam, carecem de efetividade, pois os números revelam que há práticas discriminatórias, sobretudo no mercado de trabalho.
Não restam dúvidas que apesar das normas garantidoras de direitos, as mães solo enfrentam diversas formas de discriminação, desde o fato de não estarem inseridas em um relacionamento conjugal que decorre dos resquícios de uma sociedade machista e patriarcal, até questões que impactam sua vida na prática e de forma cotidiana, como a sobrecarga do trabalho de cuidado com os(as) filhos(as), a dificuldade de inserção e ascensão no mercado de trabalho e a desigualdade dos salários para desempenho das mesmas atividades, influenciando não apenas a sua sobrevivência, como a de sua prole.
Também é ofertado nos encontros o SCFV de 0 a 6 anos, juntamente com as mães e seus filhos. São realizadas atividades que estimulam as interações sociais entre a criança e seu cuidador, além de potencializar o desenvolvimento mental, socioemocional, físico e de linguagem.
O exercício dos vínculos afetivos dos pais biológicos em relação à criança, no entanto, este vínculo não está apenas restrito aos pais que possuem vínculos sanguíneos, mas também aos pais adotivos ou de qualquer pessoa que seja responsável pela criança.
Dentre as práticas parentais que se espera dos cuidadores da criança estão:
• Brincar;
• Cuidar;
• Estar atento e responder aos sinais da criança;
• Expressar carinho e afetividade;
• Elogiar a criança;
• Disciplina baseada no diálogo horizontal e respeitoso;
• Transmitir por meio de exemplos valores como honestidade, compaixão, generosidade e empatia.