Sífilis tem cura, mas prevenção ainda é a melhor saída
Fonte: AssCom
Autor: AssCom
Autor da Foto: AssCom
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que atinge em grande maioria a população jovem.
Sábado (21.10) foi o Dia “D” Combate a Sífilis, uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum. Em Comodoro nos últimos meses foram registrados 9 casos da doença, a médica clinica geral da unidade de saúde do Bairro Cidade Verde, Daltiane Piovezan, explica que a transmissão acontece através de relações sexuais desprotegidas com parceiros contaminados, seja por sexo via vaginal, anal ou oral, e também é transmitida por via transplacentária da mãe para o bebê.
“A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorrem 12 milhões novos casos de sífilis no mundo a cada ano. No Brasil a doença segundo o Ministério da Saúde sofreu aumento, entre 2010 e 2015. Somente no ano de 2016, em Mato Grosso, foram registrados 390 casos de sífilis, isso sem contar os casos que por algum motivo não foram registrados”, apontou.
Segundo a médica, é necessário estar atento, pois o paciente infectado pode ou não apresentar os sintomas, e em alguns casos apresentar a doença em um de seus estágios somente. “Temos também os casos de sífilis congênita, que é quando a mãe teve a doença durante a gestação e pode ocorrer de passar para o filho, podendo causar pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou ate mesmo deficiência mental”, pontuou.
Sinais
A sífilis pode se manifestar nas formas: Primaria, Secundaria, Terciária e Latente. A médica, afirma que é necessário que a pessoa esteja atenta aos sinais que no caso da Primária, é quando aparece úlcera na área genital, geralmente única, pouco dolorosa, que desaparece em 2 semanas mesmo sem tratamento, neste caso muitos pacientes acreditam estar curados pelo fato do desaparecimento da úlcera, porém após semanas pode apresentar-se em outro estágio.
Já na forma Secundária, a médica explica que o quadro clínico pode incluir lesões por todo o corpo, que muitas das vezes é confundida com alergia, diferente da Latente, que é quando o paciente não tem sintomas, mas transmite a infecção. “A forma mais agressiva da doença é a Terciária onde as manifestações são neurológicas, podendo chegar à demência”, alertou.
Diagnóstico
Atualmente uma das formas de ser diagnosticada é através do teste rápido para sífilis com resultado em menos de 15 minutos, exame esse oferecido pelo SUS.
“Se tratada adequadamente à cura pode ser alcançada. Pacientes que tiveram sífilis uma vez na vida podem contrair a doença novamente, já que não se desenvolve imunidade contra a mesma, sendo a única forma de prevenção da doença é através do uso de preservativos”, enfatizou.